Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora

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PORTO - Centro de Bem-estar infantil e juvenil do Sagrado Coração de Jesus

Em 1901, o colégio ficou registado como propriedade da Congregação das Franciscanas de Calais, ficando em nome da superiora e diretora do estabelecimento, Marie Joséphine Dupé. È também nessa data que é criada a associação de S. Dinis, que logo vê os seus estatutos e regulamentos aprovados oficialmente.

Em 1910, o Colégio tinha ao seu serviço 28 Irmãs e era frequentado por 90 alunas internas e 200 externas.

È também neste ano, que a nova legislação regula a posse para o estado, dos bens das extintas corporações religiosas, e proibiu todos os membros das associações religiosas de exercer o ensino e intervir na educação, assim, as religiosas do Colégio expulsas em Outubro, mas duas delas foram designadas pelas autoridades como guardiãs do imóvel e seu recheio, o que permitiu, enquanto o Governo não decidia do destino a dar ao prédio, que outras Irmãs se fossem aí refugiar, formando uma comunidade dirigida pela Ir. Maria dos Serafins a quem a Ir. Joséphine Dupé passou uma procuração com plenos poderes para tratar do destino do imóvel. Aqui as Irmãs continuaram a ocupar-se das crianças órfãos recolhidas na casa e a administrar a educação às crianças pobres.

Em 1918, o Colégio contava apenas com 10 Irmãs, 30 alunas internas e 80 alunas externas.

As Irmãs ensinavam ainda às jovens costura, bordados e tricot. O Colégio tinha também uma capela, e assim com alguma precaução as Irmãs faziam os seus exercícios de comunidade.

Em 1920 por sentença do Tribunal Permanente da Arbitragem de Haia o Asilo-Colégio do S.C.J. foi finalmente entregue à Ir. Mª Joséphine Dupé determinando-se porém, que o mesmo continuasse a ter como fim um estabelecimento de educação de meninas. No caso de cessar esta aplicação, o imóvel voltaria para a posse do Governo Português o qual teria de dar uma indemnização. Em 1921 foi a Ir. Almeida Rosa que assumiu a direção do Colégio.

Em 1925, as imagens religiosas que tinham sido levadas em 1910 foram então restituídas à capela do Colégio e efetuou-se assim a primeira comunhão solene desde 1910, com a assistência de numerosas pessoas. E é também em 1925, que as autoridades públicas reconheceram o trabalho desenvolvido pelas Franciscanas, ao concederem o estatuto de utilidade pública ao colégio de S. Dinis. Em 1927, o Colégio contava com12 Irmãs, 50 alunas internos e 140 alunos externos.

Em 1936, esta escola, por despacho de 7 de Dezembro, viu reconhecido o seu caráter de instituição de beneficência e por alvará da mesma data, passou a ser considerado como estabelecimento de ensino particular, podendo ministrar o curso primário elementar, em regime de planos e programas oficiais.

 A partir desse ano, sob a direção da Ir. Maria Ângela das Dores, o Colégio sofreu importantes beneficiações nas suas instalações, novas salas de aula e em 1941, um ginásio. Foi também a partir de 1936 que esta casa, sustentada por quotas das suas associadas, doações de benfeitores, peditórios e reduzidas comparticipações de alunos externos, passou a dispor de um pequeno subsidio concebido pela Direção Geral de Assistência.

Em 1941 o Ministério da Justiça, restitui à Congregação a propriedade plena do Colégio, entrega essa que veio a concretizar-se a 5 de Dezembro desse ano.

A partir de 1942, o Estabelecimento foi autorizado a ministrar o ensino em regime de duas secções, fixando-se a lotação do sexo masculino em 124 alunos e do sexo feminino em 70 alunas.

Em 1945, a moradia contígua às instalações do Colégio, que tinha sido adquirida, em julho de 1928, em nome da Ir. Benigna (Carolina Gonçalves Cerejeira), passou definitivamente para a posse da Congregação, destinando-se a casa de formação para as missionárias.

Em fevereiro de 1958, a Congregação adquiriu um prédio que confrontava de nascente com o Colégio e que após necessárias remodelações, foi adaptada a lar de estudantes, raparigas trabalhadoras e a jardim infantil.

Nos meados da década de sessenta, o Asilo-Colégio mantinha 120 alunas internas dos 2 aos 20 anos. Além da instrução primária, as raparigas internas eram preparadas para a vida ativa, aprendendo culinária, corte e costura e serviços domésticos. As alunas que revelavam aptidão especial para o estudo, frequentavam o ensino técnico liceal.

Em edifício anexo funcionava, então o lar que, em 1971, foi totalmente remodelado, e em regime externato, a casa recebia ainda meninas para o enino primário e crianças de ambos os sexos para a infantil.

Em Outubro de 1972, o Asilo-Colégio do Sagrado Coração de Jesus de acordo com os estatutos aprovados superiormente, passou a denominar-se, Centro de Bem Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus, continuando a ter como objetivo principal a educação e preparação profissional de crianças e jovens, com vista à sua integração social mantendo, para tal, em atividade, o internato, o lar feminino e o jardim-de-infância. Com a exceção das classes infantis, a partir desse ano, para a concretização de tais objetivos as alunas internas passaram a frequentar as escolas oficiais do Porto.

Entre 1974 e 1990 o Centro de Bem Estar manteve-se fiel ao seu objetivo e as suas alunas internas, oriundas de estratos sociais marginais ou desfavorecidos, acolhidas nesta instituição, em grande parte, por decisão do Tribunal de Menores ou indicação dos assistentes sociais, continuaram a frequentar as escolas oficiais, procurando as Irmãs dar a estas jovens a possibilidade de se matricularem no ensino secundário e prosseguirem mesmo os seus estudos até ao ensino superior.

O externato continuou a funcionar para ambos os sexos.

Em 1977/1978 o Centro de Bem Estar, obteve paralelismo pedagógico para o primeiro ciclo do ensino básico.

Os estatutos do Centro de Bem Estar, foram totalmente refundidos em Janeiro de 1982 de acordo com os estatutos das privadas de solidariedade social, aprovado por decreto lei nº 519-62/79 de 29 de Dezembro passando a vigorar, daquele ano em diante, um acordo de cooperação entre a Instituição e o Centro de Solidariedade Social de Segurança Social do Porto.

Neste momento a comunidade é composta por 11 Irmãs.

O Lar de Infância e Juventude – Centro de Bem Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus, tem o acordo de cooperação com a Segurança Social, para 35 utentes, desde os 3 anos aos 18 anos de idade.

O Colégio – Centro de Bem Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus, tem atualmente cerca de 270 alunos, desde a pré-escola até ao 4º ano do 1º ciclo.

Para mais informações, aceda ao site através do link:

http://www.cbeporto.pt/


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