Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora

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História

Origens
 
 
A Congregação das Franciscanas de Calais, fundada no século XIX, remonta as suas origens mais profundas à Idade Média, uma vez que três das casas que se vão unir, no século XIX, se encontravam filiadas a uma comunidade da Terceira Ordem Regular estabelecida em Saint-Pol, no Norte de França, desde o século XIII, mesmo antes da morte de S. Francisco, que ocorreu em 1226. Entre os muitos conventos de franciscanas hospitaleiras que vieram a surgir pelo Norte de França encontram-se as sete casas que estão na origem da Congregação de Calais: AIRE-SUR-LA-LYS, SAINT-OMER, MONTREUIL-SUR – MER, BETHUNE, LENS-ARTOIS, ARRAS e CALAIS. A tempestade desencadeada pela Revolução Francesa, iniciada em 1789, levou à dissolução, perseguição, expulsão e secularização das suas religiosas; passada a onda anti-religiosa e anti-congreganista dos últimos anos do século XVIII, as comunidades voltaram a restabelecer-se. Em meados do século XIX, o grande movimento de renovação religiosa que se manifestou por toda a França e levou ao aparecimento de perto de trezentas Congregações, suscitou nas Comunidades Franciscanas da Diocese de Arras, o desejo de uma vida religiosa mais intensa, mais autêntica e profunda, a necessidade de uma verdadeira reforma, a qual veio a inspirar a união das sete Casas, tendo partido a iniciativa da aproximação, da Comunidade de Calais. Em 1851, o Bispo de Arras, Pierre Louis Parisis, uma das figuras mais ilustres da Igreja francesa oitocentista, reconheceu a necessidade e importância da união de todas as comunidades franciscanas numa mesma Congregação, pelo que, encarregou da realização de tal projecto o Ab. Adolphe Duchenne (1813-1881), Capelão das Franciscanas do Hospício de Saint Pierre de Calais, o qual veio a ser o instrumento activo da união. A 30 de Maio de 1854, dá-se a união das sete Comunidades Franciscanas do Norte de França. O Bispo de Arras nomeou como primeira Superiora Geral, após sufrágio unânime das Religiosas, uma das mais diligentes obreiras da união, a Irmã Louise Mabille. Na sua circular dirigida à nascente Congregação, Mère Louise, inspirada pelo Espírito Santo, identifica o carisma congregacional – ”Espírito de Família de União e Comunhão”, tão bem traduzido nas suas palavras: “... Sejamos todas membros dum mesmo corpo que se ajudam e animam. Que todas e cada uma, segundo a medida da graça, trabalhemos na obra para a qual Deus nos escolheu. Ele estará ao nosso lado, para que nenhuma dificuldade nos abale. Ele nos tomará pela sua mão, para que sigamos o Seu caminho. Tenhamos uma coragem que seja não apenas grande, mas de grande alento e de longa duração; e para a Ter, peçamo-la Àquela que no-la pode dar. Ele no-la dará sempre, se, com simplicidade de coração, correspondermos à sua graça.” (Junho 1854) O decreto solene de aprovação definitiva da Congregação data de 10 de Março de 1873 e as suas Constituições foram aprovadas por sete anos. Após este período de experiência, passaram a definitivas por um decreto solene de 11 de Março de 1892. As Franciscanas de Calais passaram a Congregação de direito pontifício. Desde os primeiros anos que se seguiram à união das sete Casas, as Franciscanas de Calais começam a ser solicitadas de toda a parte.

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