Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora

Formação FMNS Colaboradores Canonização da Irmã Maria Rita Memórias e Testemunhos Pastoral Juvenil e Vocacional

Memórias

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Irmã Olinda da Conceição Lopes Pinheiro

11-2-1931 | 10-3-2018

Querida Irmã Olinda, a morte surpreende-nos sempre. Partiste para o Pai com a Idade de 87 anos.

A nossa querida Irmã nasceu em Sandim, Vila Nova de Gaia em 11 de Fevereiro de 1931 duma família numerosa e cristã.

Entrou na Congregação em 1955 e fez a formação à vida religiosa em Santa Cristina do Couto, onde se encontrava o Noviciado. Recebeu o nome de Emília de Santa Maria. O seu primeiro compromisso pela Profissão temporária foi em 1957 e depois pela Profissão Perpétua em 1960. Foi verdadeiramente uma vida  de 63 anos doada ao Senhor e a todos os que precisavam dela, sobretudo os idosos, a quem tratava com muito carinho.

     Viveu em várias comunidades: Aveiro, S. Dinis, Santa Cristina do Couto, Lar de Santo António de Fafe, Lar Doutor Borba e Santa Cruz de Braga. Em todas elas acumulou o cargo de superiora e encarregada geral. Passou um ano em Santa Clara de Louredo, Beja, e em 1986, no Lar da Vitória, em Lisboa, como superiora e encarregada geral. Foi a primeira superiora na fundação da Casa de Camarate donde regressou novamente a S. Dinis.

Querida Irmã Olinda, as Irmãs que te conheceram nas diversas comunidades para onde foste enviada, testemunham a tua disponibilidade, fé. Eras uma Irmã maternal, alegre, acolhedora, bondosa. Era agradável a tua companhia nas comunidades. Inspiravas confiança, paz serenidade. Tinhas um sorriso contagiante e alegravas as tuas Irmãs. Eras generosa, não deixando ninguém com fome, porque partilhavas com amor tudo o que precisavam de ti.

Foi em Agosto de 2016 que a tua saúde começou a declinar. Vieste para esta comunidade, já bastante debilitada. Aqui viveste, pouco tempo, mas consciente até ao fim. Estavas sempre em oração ao teu Senhor e gostavas que rezássemos contigo, e repetias com amor as orações. Sofreste sempre com um paciente silêncio. Obrigada pelo testemunho que nos deixas.

Minha querida Irmã. O Senhor que te chamou e amou e a quem doaste a vida totalmente, conhece, as tuas buscas para conhecer e fazer a Sua Vontade dia após dia. Agora na Sua Glória, não esqueças aqueles e aquelas que sempre amaste, a família e a nossa congregação. Agradecemos a tua presença e testemunho de vida nesta comunidade, e pedimos que ores por nós ao Teu Senhor, onde nos encontraremos um dia com Ele na Pátria Celeste.

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Irmã Maria Benilde Sousa Rangel

6-10-1941 | 19-2-2018

Irmã Maria Benilde, faleceu em Gondomar a 19 de Fevereiro de 2018

A Irmã Maria Benilde Vieira de Sousa Rangel, de Baptismo, tomou o nome de Celina do Sagrado Coração de Maria, como era costume mudar de nome na Vida Religiosa.

Nasceu em 1941, em Lagares, Penafiel. Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, em 28 de Outubro de 1957 em Santa Cristina do Couto, onde fez o noviciado. Fez os primeiros votos – Profissão Temporária – 22 de Maio de 1960 e emitiu os votos perpétuos em 29 de Agosto de 1964, em Vila Pery (Chimoio), Moçambique, uma vez que, desde a sua entrada na Congregação, expressou a sua vontade em trabalhar nas Missões.

Em 1963, deslocou-se ao Luabo, diocese de Quelimane, onde deu início, ao Colégio de São Francisco de Assis. Posteriormente regressou ao Colégio de Vila Pery, onde entre 1968 a 1977 desempenhou o cargo de Superiora da Comunidade.

Em 1978 regressou a Portugal, passando a trabalhar no Hospital de Santa Maria. Após o capítulo de 1979 foi nomeada secretária e ecónoma da Província. Nomeada superiora do Colégio Luso-Fracês em 1982 a 1985 e eleita assistente provincial no capítulo de 1983, e no capítulo provincial de 1985 foi eleita para assumir as funções de Superiora Provincial, cargo para o qual foi reeleita em 1989.

Durante os seus mandatos como Superiora Provincial procurou revitalizar na província o espírito missionário tanto a nível local como Ad Gentes, celebrando os 50 anos de presença da Congregação em Moçambique e abrindo a comunidade de São Francisco de Assis, em São Tomé e Príncipe.

Promoveu vários encontros com o objectivo de alicerçar o espírito de família e promover a formação permanente entre as religiosas. Dedicou especial atenção à formação técnica e profissional das Irmãs e à remodelação e modernização das obras que integram o património da Congregação.

Dotada de temperamento vivo e dinâmico, um verdadeiro espírito de persuasão e compreensão, segura de que o presente como o futuro se constroem no passado, a Irmã Maria Benilde foi a principal impulsionadora da obra sobre a História da Congregação em Portugal e a grande entusiasta do início do processo de beatificação da nossa Irmã Rita de Jesus, em 2005.

A nossa querida Irmã Maria Benilde, passou ainda por várias casas exercendo cargos de responsabilidade: Colégio de São Dinis, donde saiu para apoiar o Aspirantado e noviciado e em 2009 voltou ao Colégio de São Dinis com a responsabilidade do internato, até adoecer gravemente. Foi internada e operada, ficando muito debilitada. Veio para Gondomar em 2013 para se restabelecer. Aqui viveu até o Senhor a chamar para Si, no dia 19 de Fevereiro de 2018, pela madrugada.

Querida Irmã Maria Benilde. Por onde passaste testemunhaste a bondade, a caridade, a proximidade, o sorriso. Eras atenciosa e cuidadosa para com todas as Irmãs, sobretudo as mais carenciadas. Uma Irmã maternal, uma santa, no dizer das Irmãs, que te conheceram melhor.

 O nosso Grande Senhor, a quem te consagraste, amaste e serviste te acolha com misericórdia  na Sua Glória.

Obrigada querida Irmã Maria Benilde pelo bem que fizeste, pela vida doada na Congregação e a todos os que precisaram de ti.

Ora por nós ao Teu Senhor, agora que O vês, face a face.

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Irmã Rosa da Apresentação

2-1-1927 | 2-1-2018

A nossa querida Irmã Maria da Silva Nunes, nome de Baptismo, acaba de nos deixar, depois de 64 anos de doação ao Senhor que tanto amou. Nasceu em Beire, Paredes, em 2 de Janeiro de 1927. Entrou na Congregação em 1954, em Santa Cristina do Couto, onde recebeu o nome da Rosa da Apresentação.  Entregou-se definitivamente ao Senhor pela profissão perpétua em 1959. Foi enviada para o Colégio Luso-Francês. A seguir passou ao Lar de Nossa Senhora das Vitórias, em Lisboa, sendo superiora da comunidade durante muitos anos. Exercia enfermagem aos pensionistas e no exterior a quem a procurava. Era animadora da Liturgia através da música, pois era uma boa organista. Era uma Irmã bondosa, acolhedora espalhando sorrisos e ajuda a todos os que precisavam dos seus serviços com muito carinho. Era generosa para com todos. Em 1986, passou pelo Lar de Vouzela exercendo os seus dons dentro e fora ao serviço da enfermagem e ajuda aos pobres, os quais tinham um lugar privilegiado no seu coração.Mais tarde veio para a comunidade de Gondomar, onde viveu colaborando em vários sectores.  Testemunho de Irmãs que viveram muito tempo com ela, confirmam os dons maravilhosos que possuía e que exercia sempre com muito amor. Ultimamente viveu em grande sofrimento. Sofreu com paciência exemplar, sem se queixar. Mostrava-se reconhecida por tudo, com grande delicadeza e um doce sorriso.

Querida Irmã Rosa da Apresentação, o Senhor que conhece todas as coisas e vê o íntimo dos corações, te acolha na Sua Glória. Ele chamou-te no dia do teu aniversário para continuares a celebrar no Céu os anos de vida, 91, que Te deu. Obrigada querida Irmã pela tua vida doada ao Senhor, à Congregação e a todos os irmãos que precisaram de ti..

Até um dia, na Casa do Pai que Jesus com Amor Infinito nos preparou.

Comunidade de Gondomar

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Irmã Rosa Rodrigues

17-7-1929 | 28-11-2017

A nossa querida Irmã Rosa Rodrigues, nasceu a 17 de julho de 1929 em Alvalade-Santiago do Cacém, Distrito de Setúbal. Entrou na Congregação a 28 de fevereiro de 1954, em Santa Cristina do Couto, professou a 22 de agosto de 1954 tendo feito a Profissão Perpétua a 25 de agosto de 1959 em Santa Cristina do Couto. Foi enviada em missão para o HSM do Porto, tendo trabalhado na secretaria. Era muito querida por todos, pelo seu espírito alegre, brincalhão e muito acolhedor. Não ficou aí muito tempo porque outra missão a aguardava.
 Transferida par S. Dinis, exerceu a sua missão como ajudante no internato, junto dos mais pequeninos e desfavorecidos da sociedade. Exerceu também o serviço de porteira e telefonista, tendo deixado a mesma imagem de acolhimento afabilidade e alegria. Em 1999, foi transferida para esta nossa Comunidade de Camarate onde, apesar da idade e deficiente visão, sempre se mostrou disponível para colaborar nos trabalhos compatíveis com as suas limitações. Dedicada, muito organizada, e sempre disposta a colaborar, era muito querida por todos. Muito alegre e comunicativa, criava bom ambiente fraterno e animava os convívios com as suas histórias e brincadeiras. A todos atraía com o seu sorriso aberto e franco e uma alegria espontânea e contagiante.  Era mimada por quantos conviviam com ela de perto que a tratavam com carinho de “Irmã Rosinha”. Apesar de nos últimos tempos estar presa de uma cadeira de rodas, manteve sempre a lucidez e o seu jeito brincalhão.
No dia 28 de novembro, bem cedinho, o Senhor passou, silencioso e discreto, pela nossa Comunidade e, colheu esta flor do nosso jardim. Foi uma surpresa para todas e todos esta partida inesperada. O Senhor tem destas partidas e alertou-nos para elas. Vem quando menos se espera e quer encontrar-nos vigilantes e preparados. A Nossa Irmã deixou-nos aos 89 anos de idade e, acreditamos, repousa já no regaço do Pai.
Querida Irmã Rosa, obrigada pelo testemunho que nos deixou de Irmã simples, dedicada, amiga e alegre, muito ao jeito de Francisco de Assis. Junto do Pai, interceda por nós, suas Irmãs, pelos seus familiares, amigos, pelas nossas funcionárias, que a cuidaram com muito carinho, por esta casa onde passou os seus últimos dias onde deixou tanta saudade.
Até ao céu, querida Irmã Rosa, lá esperamos encontrarmo-nos de novo.

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Irmã Isabel da Conceição

31-1-1917 | 10-7-2017

Maria Celeste Moreira (Irmã Isabel da Conceição) nasceu em Vila Seca - Condeixa-à-Nova. Como educadora exerceu a sua missão nos colégios de Lourdes (Santo Tirso), Luso Francês (Porto) e Nossa Senhora da Conceição (Chimoio). Foi, sucessivamente, Superiora Regional e Provincial em Moçambique. O testemunho de fé, de oração e confiança em Deus é o legado que nos deixa. O seu corpo repousará no cemitério de Santa Cristina do Couto mas permanecerá no nosso coração.

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Irmã Helena Gonçalinho

17-9-1929 | 12-5-2017

 

A Irmã Helena Gonçalinho de Baptismo, tomou o nome de Irmã Olinda de Jesus, como era costume  na Vida Religiosa. A nossa querida Irmã, nasceu em Vila Nova de Souto de El-Rei, Lamego em 17 de Novembro de 1929.

Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora em 18 de Novembro de 1946 em Santa Cristina do Couto onde fez o Noviciado. Fez os primeiros votos – Profissão Temporária – em 25 de Agosto de 1949 e os votos Perpétuos  em 25 de Agosto de 1952.

Passou por várias casas, onde se dedicou a várias tarefas. Em 1984 foi colocada no Centro de Bem Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus exercendo a função   de recepcionista,  que executou sempre com muita dedicação. Acolhia sempre todas as pessoas com muito carinho, afabilidade, simpatia e um pouco de bom humor, deixando passar a bondade de Jesus, através da sua alegria, dos gestos de caridade e do seu sorriso.

A nossa querida Irmã Helena Gonçalinho veio para a Comunidade de Gondomar, em 12 de Setembro de 1998, quando se encontrava mais fragilizada. Aqui viveu até ao momento em que o Senhor de toda a vida a levou para junto de Si. Também aqui, ela se dedicou de alma e coração a tudo o que lhe foi pedido. Tinha o verdadeiro sentido do trabalho e não queria ser pesada a ninguém. E trabalhou até ao fim. Já muito fraca, pois tinha muitas dores,  achava que podia ainda fazer muitas coisas. Era trabalhadora dedicada, caridosa, desprendida de si, pobre, obediente, sacrificada e tinha um grande espírito de colaboração. Não pensava nela, mas em todas as irmãs à sua volta. Era muito humilde, simples e muito piedosa. Amava muito Jesus sacramentado, junto do Qual passava muito tempo  a meditar na Sua Palavra. Gostava muito de Nossa Senhora a quem rezava com fervor.

A Irmã Helena Gonçalinho era irmã da nossa Irmã Cristina Gonçalinho e prima da nossa irmã Mª da Glória Gonçalinho e da nossa Irmã Fátima Gonçalinho.

Recordamos com saudade, a alegria, o empenho no trabalho que realizava nesta comunidade, onde era muito querida. Testemunhas de Irmãs que com ela conviveram muito tempo, disseram que era  uma boa irmã, uma santa.

Querida Irmã, deixaste-nos surpreendidas, mas partiste para a casa do Pai no dia 12 que era o teu dia preferido. O Senhor fez-te a vontade. A Ele te apresentamos e pedimos que intercedas por nós. Até um dia minha querida Irmã e obrigada pela tua fidelidade e exemplo.

 

 

 

 

 

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Irmã Etelvina da Conceição Monteiro

7-9-1921 | 2-2-2017

A Irmã Etelvina da Conceição Monteiro, filha de José Monteiro e Ana da Conceição, nasceu no dia 7 de Setembro de 1921 na freguesia de Sedielos, Peso da Régua, Distrito e Diocese de Vila Real. Nascida de uma família profundamente cristã, era a mais nova de sete irmãos.

Entrou a 28 de Fevereiro de 1948, em Santa Cristina do Couto, Santo Tirso, no Noviciado da Congregação das Franciscanas Missionárias da Nossa Senhora, então, denominadas por Irmãs Franciscanas da Calais. Fez a primeira Profissão ou Profissão temporária a 25 de Agosto de 1950.

Enviada para França aí fez os seus votos Perpétuos em Desvres, a 25 de Agosto de 1953.

Dotada de uma alegria contagiante, delicadeza de trato, testemunhava e transmitia a felicidade da sua vocação. Piedosa e fiel, para ela era dever sagrado estar em todos os actos comunitários. Nem a sua já longa idade a dispensava de estar presente até aos ensaios dos cânticos. Alma generosa, solícita, sempre se preocupava com todos e com cada necessidade que adivinhava numa sua irmã.

Trabalhou em enfermagem Versailles, Paris e Hauteville, França. Durante 20 anos dedicou-se ao serviço dos idosos em St. Germain em Lays também França.

Em 1992, optou por regressar definitivamente a Portugal, tendo sido colocada na comunidade do Colégio Luso-Francês, no Lar Universitário. O seu amor pela natureza levava-a tratar de tal modo as plantas e as flores que conseguia salvar as mais frágeis.

Em 1998 a foi enviada para a comunidade de Colónia, Alemanha, que se dedica à Pastoral da Emigração. Em 2000 regressou novamente ao Colégio Luso-Francês. Com a saúde já muito fragilizada foi transferida para Gondomar, onde faleceu a 2 de Fevereiro de 2017, dia do Consagrado.

Muito alegre e dotada de uma bela voz era para ela um prazer cantar, estimulando as irmãs e outros para isso, mesmo já sem grande memória, bastava que alguém começasse um cântico para logo o cantar até ao fim. Pessoa muito organizada, metódica e trabalhadora sempre encontrava em que se ocupar. Alegre e bem disposta irradiava felicidade, bondade e gratidão.

É esta gratidão que hoje queremos testemunhar e agradecer a esta nossa Irmã que nos deixou como legado um grande amor à sua vocação, a fidelidade nas pequenas coisas e alegria da entrega ao Senhor. Repetimos o que dizia o Nosso Pai S. Francisco: “Louvai e Bendizei o Meu Senhor. Dai-lhe graças e servi-O com grande humildade”. Vela por nós Irmã Etelvina.

 

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Irmã Adelina

30-9-1928 | 11-2-2017

A Irmã Maria da Conceição Ribeiro da Silva, Irmã Adelina em religião, nasceu em Joane, Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, em 30 de Setembro de 1928.

Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 29 de Novembro de 1943, em Santa Cristina do Couto, Santo Tirso, onde fez a sua Profissão Temporária em 25 de Maio de 1946. Fez Profissão Perpétua a 21 de Novembro de 1949 também em Santa Cristina do Couto. Celebrou o Jubileu dos 50 anos de Vida Religiosa em 1993, em Gondomar, assim como os 60, 65 e 70 anos de vida religiosa.  

Exerceu a sua missão em diversos ramos: Lavores e corte no Colégio Luso-Francês, no tempo em que esta disciplina integrava a formação feminina das alunas; a enfermagem nos hospitais onde a Congregação prestou serviços: Vouzela, Aveiro, Estarreja e Santa Maria, no Porto. Em Dezembro de 2000, de saúde já muito fragilizada por vários reveses – o último um aneurisma cujas sequelas se previam ameaçadoras -, integrou a Comunidade da Casa do Cruzeiro, Airó, onde se dedicou a pequenas, mas diversas tarefas.

A Irmã Adelina viveu servindo através dos cargos que a Congregação lhe foi confiando. Muitas de nós aqui presentes podem testemunhar como a Irmã Adelina foi particularmente prendada nas mãos que o Senhor lhe deu e a natureza utilizou para transmitir saber e arte feminina. Muitas foram as adolescentes e jovens que, no Colégio Luso-Francês, puderam receber instrução e assimilar por “contágio” o dotes artísticos que lhe eram característicos e que usava com grande simplicidade e desprendimento, transmitindo o muito saber que ao longo dos anos soube cultivar. Os muitos trabalhos de bordados e rendas que lhe saíram das mãos de “fada” fizeram o encanto de muitos: uns que os puderam apreciar em exposições, outros a quem foram atribuídos em reconhecimento de trabalhos prestados.

A Irmã Adelina falava pouco, mas a sua presença era cativante. Os anos de vida que passou na comunidade de Airó, foram marcados por algum sofrimento moral trazido pelo limite de forças e saúde fragilizada, que soube assumir com coragem, oferecendo o seu sofrimento pela sua família de sangue e muito pela sua família religiosa. Digam-no muitas das que lhe ouviram dizer: “nunca a esqueço e rezo muito por si…”

Desejamos que goze já da felicidade prometida a todos os que fizeram a opção de vida que a Irmã Adelina fez: seguir Jesus Cristo na radicalidade de vida que Ele mesmo viveu.

 

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Irmã Ana Maria de Jesus

26-10-1923 | 24-12-2016

A Irmã Maria Alice Lima, de Baptismo, tomou o nome de Irmã Ana Maria de Jesus,

 

como era costume mudar o nome em religião.

 

A Irmã Ana Maria de Jesus, nasceu em Palmeira, Braga, a 26 de Outubro de 1923.

 

Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 23 de Agosto de 1941 em Santa Cristina do Couto onde fez o Noviciado. Fez os primeiros votos – Profissão Temporária – em 16 de Fevereiro de 1944 e os votos Perpétuos em 27 de Junho de 1947.

Foi enviada para o Colégio Luso-Francês, em 1943, como professora primária. Em 1950, frequentou a Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Histórico-Filosóficas.

Continuou a leccionar no Colégio Luso-Francês, colaborou na Escola de Enfermagem e foi a primeira directora pedagógica no Externato de Santa Margarida, Gondomar. Fez parte da direcção do Colégio de 1959 a 1983.

Nunca deixando de leccionar, ocupava-se também da formação integral dos alunos confiados a este estabelecimento de ensino, tarefas que executou até lhe faltarem as forças. Reformou-se e viveu ainda muito tempo na comunidade do Colégio Luso-Francês onde era muito querida e procurada pelas ex-alunas.

Quando se encontrava muito debilitada foi transferida para a Comunidade de Gondomar onde teve toda a assistência para a sua doença, até que o Senhor de toda a vida a chamou, no dia 24 de Dezembro de 2016, pelas 10 horas da manhã, com a idade de 93 anos.

A nossa querida Irmã Ana Maria de Jesus deixa muitas saudades pela sua delicadeza e esmerada educação. Mesmo na doença era muito pacífica, sofredora e agradecida por tudo o que lhe era dado ou feito. Tratava-nos por “minha querida Irmã” e gostava muito da nossa presença junto dela. “Fique aqui, não vá já”. Sorria, era simpática, tinha bom humor, era uma alma cheia de fé e confiança no Seu Senhor.

O seu Testemunho de religiosa fiel, perseverante, serena, marcou esta comunidade. A nossa querida Irmã Ana Maria de Jesus ficará para sempre nos nossos corações numa saudade saudável, porque o Senhor que ela amou e a Quem se entregou a chamou para estar com Ele na Sua Glória.

Ora por nós ao Teu Senhor.

24 de Dezembro de 2016 no Natal do Senhor

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Irmã Lucinda de Jesus Teixeira da Costa

5-3-1944 | 24-12-2016

A Irmã Lucinda  nasceu em S. Gens - Fafe, fez o Noviciado em Santa Cristina do Couto e a profissão temporária em Gondomar a 5/2/1963. Cedo partiu para França onde se entregou, sem reservas, ao cuidado de pessoas deficientes e pessoas idosas. Nos últimos anos prestava os seus serviços atenta e dedicadamente na Casa Geral, em Paris. De regresso à terra natal, foi recebida e cuidada com a extrema competência em humanidade e cuidados clínicos, no Hospital de Santa Maria - Porto, onde veio a falecer na sequência de doença prolongada. O seu sorriso, a sua dedicação, a sua entrega generosa fazem-nos acreditar que temos mais uma Irmã junto de Deus-Menino a velar por todos nós.

 

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Irmã Carolina Moreira

2-12-1918 | 15-11-2015

A Irmã Carolina Moreira, em religião Felicidade Maria, nasceu a 2 de Dezembro de 1918 na Freguesia de Borba de Santa Maria, Concelho de Celorico de Bastos, Distrito de Braga.

Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 22 de Agosto de 1936, em Tui, mas veio para Santa Cristina do Couto onde tomou hábito e fez a Profissão Temporária em 24 de Maio de 1939 e a Profissão Perpétua em 26 de Maio de 1942.

Passou pelas comunidades do Colégio Luso-Francês, Hospital de Gaia, S. Dinis, Gondomar na comunidade da então Sagrada Família, e foi uma das fundadoras da comunidade do Lar santa Cruz em Braga. Em 1981 passou para a comunidade do Aspirantado até 2005. Em 27 de Agosto de 2005 passou para a Comunidade das Irmãs da Quinta da Azenha onde respondeu à voz de Deus que a chamou para a Casa do Pai a 15 de Novembro de 2015. Aqui se apagou aos 97 anos qual lâmpada que se vai extinguindo sem manifestação da mais pequena agitação. Assim a sua vida, assim foi a sua morte.

A Irmã Carolina Moreira soube fazer da sua vida uma dádiva sem limites. Em S. Dinis – Centro de Bem Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus – durante 30 anos, entregou-se, sem reserva, à educação, formação e promoção das meninas que por lá passaram. A Irmã Carolina Moreira soube fazer-se amar sem contudo abdicar da responsabilidade pela educação e formação das meninas que lhe estavam confiadas. A confirmar este nosso testemunho estão as visitas frequentes que recebia das antigas alunas como prova do muito carinho e da gratidão que guardavam e guardam, disso estamos certas, em seus corações.

A Irmã Carolina recebeu em religião o nome de Felicidade Maria. Se os nomes dizem algo sobre a pessoa a quem são atribuídos, este de Felicidade não podia estar mais ajustado à nossa querida Irmã junto de quem ninguém podia estar triste. O seu sorriso era contagiante e a Sabedoria que com ela estava passava nas suas palavras qual reflexo perfeito. Já nos últimos meses de vida nunca consentiu no desalento e quando se lhe perguntava como se encontrava, obtínhamos a sua resposta mais frequente: «Estou segundo a vontade de Deus»; «Como Ele quer». Estas palavras deixavam desarmada toda aquela ou aquele que esperasse um queixume da sua boca, pela situação de saúde extremamente fragilizada em que se encontrava, como foram os últimos anos de vida e mui particularmente estes últimos tempos. Desta coragem inabalável fica-nos um grande exemplo de entrega sem reservas à causa do Reino.

Muito obrigada, querida Irmã Carolina, e, tal como o fez em vida connosco, continue com cada uma de nós segredando-nos as suas palavras sábias de boa irmã e extraordinária conselheira. As suas Irmãs estão-lhe muito gratas e continuarão em comunhão consigo contando com a sua intercessão junto do Deus a quem serviu e de quem recebeu já a sua recompensa. Assim o esperamos. esteja em paz.

Com saudade:

As suas Irmãs da Fraternidade de Gondomar

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Irmã Almecinda Oliveira Peixoto

13-3-1924 | 8-11-2015

A nossa Irmã Almecinda Oliveira Peixoto, da fraternidade de Airó, partiu para a casa do Pai no dia 8 de Novembro de 2015, com 91 anos de idade e 74 de vida Religiosa.

Nascida a 13 de Março de 1924 em Freitas-Fafe, entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora no dia 28 de Fevereiro de 1941 em Santa Cristina do Couto, com 17 anos de idade, onde fez o seu Noviciado. Ainda noviça fez o seu estágio em Estarreja no «ninho dos pequeninos».

Após a sua Profissão Temporária, a 8 de Setembro de 1943, trabalhou em Setúbal, Estarreja, Castelo de Paiva e Oliveira do Bairro, onde cuidava dos doentes com muita dedicação, caridade, e delicadeza.

Em 27 de Maio de 1947 fez a sua Profissão Perpétua. Exerceu várias funções na sua vida Consagrada, com grande dinamismo Missionário, e amor à Congregação manifesto na disponibilidade e espirito de serviço, tanto nos trabalhos mais simples como no exercício da responsabilidade das comunidades. Entre outras, foi superiora da comunidade de Airó, na qual é recordada com muito carinho pelas irmãs e pelas pessoas desta aldeia.

Em 1980 foi enviada para a Angra do Heroísmo Açores, onde dedicou alguns anos ao serviço dos sacerdotes. Principalmente para com os sacerdotes mais jovens, foi sempre uma presença amiga e com o seu espirito maternal, aconselhava-os e acompanha-os na sua vocação.

Voltou ao continente em 1987, para a comunidade do Centro de Bem Estar Infantil e Juvenil do Coração de Jesus. Nesta comunidade exerceu o cargo de rececionista, onde presenteava a todos com o seu sorriso e amabilidade.

A 22 de abril de 2007 regressou à comunidade de Airó, onde pela sua vida mais dedicada à oração e ao silêncio, era um testemunho para as suas irmãs.

Obrigada Irmã Almecinda pelo seu exemplo de consagração e dedicação à Missão. «Que o Senhor volte para si o Seu rosto e lhe dê a Sua paz»!

Airó, 08 de Novembro de 2015

As suas Irmãs da comunidade de Airó

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Irmã Maria Natividade Lima

31-5-1935 | 19-5-2015

A Irmã Maria Natividade Lima nasceu a 31 de Maio de 1935 na Freguesia de Teixeiró, Concelho de Baião, Distrito do Porto.
Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 13 de Fevereiro de 1950, em Santa Cristina do Couto onde fez o Noviciado. Fez os primeiros votos - Profissão Temporária - em 19 de Novembro de 1952. Partiu para a Moçambique e aí fez a Profissão Perpétua, em Vila Pery, a 25 de Agosto de 1956.
Em Moçambique foi professora de desenho durante vários anos. Em 1968 foi nomeada Mestra de Noviças do Noviciado aí erigido para as candidatas à vida religiosa que surgissem nesse país, tendo sido a primeira religiosa das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a exercer este cargo nesse país.
Em 1975 regressou a Portugal e no Capítulo Geral de 1976 foi eleita Conselheira Geral cargo que exerceu durante doze anos.
Em 1988 foi colocada, pelas suas superioras, na comunidade da Alemanha onde tinha a seu cargo a dinamização da liturgia nos diversos centros da Comunidade Portuguesa em Remscheid e em seguida em Colónia para onde a sede da Missão foi transferida. Na Alemanha permanece até 1999 em atividade Pastoral. De 1996 a 1999 assume a Responsabilidade de Superiora da Comunidade.
Em 1999 foi nomeada, pela Superiora Geral Irmã Brigitte des Haulles, Superiora local da comunidade da Casa Geral em Paris, cargo que exerceu até 2005, altura em que regressa a Portugal e, por um ano, permanece na Casa do Noviciado onde integra a Comunidade.
Em 2006 é-lhe pedido o serviço de Responsável da Comunidade de Airó (Barcelos), cargo que exerceu até a saúde lho permitir, em 2009.
Transferida para a Comunidade da Chamusca, aí permanece por um ano. Em 1 de Setembro de 2011 é transferida para a Comunidade de Camarate, onde se dedicava a algumas atividades no interior da fraternidade e sobretudo dedicava-se com grande talento às artes especialmente à pintura a óleo.
Em princípios de Maio, partiu para o Brasil em gozo de férias junto de familiares aí residentes. O Senhor reservava-lhe aí, na cidade do Rio de Janeiro, o Seu encontro definitivo. A nossa Irmã Maria Natividade Lima partiu para junto do Pai, no dia 19 de Maio de 2015.
 
Chegadas ao final desta resenha biográfica poucas palavras bastarão para dizer toda a vida da nossa querida Irmã Maria Natividade Lima: entregou-se ao Senhor para o serviço do Reino e dos seus irmãos sem olhar a quem nem ao que fazer. SERVIR era o seu lema. Onde a sua presença pudesse ser uma ajuda aí estava e permanecia até que as forças lho permitissem e as suas Superioras o julgassem por bem. De temperamento afável, a sua presença irradiava alegria serena em atitude humilde e dedicação total.
Perdemos a visibilidade de uma irmã que, pelo seu exemplo, era estímulo para entrega total da vida a exemplo do Mestre que todas pretendemos seguir. Que a nossa Irmã Maria Natividade continue a encorajar-nos para seguirmos servindo, motivadas pelo seu bom exemplo que permanece gravado na nossa mente e no nosso coração.
Querida Irmã Maria Natividade, obrigada pelo que foi ao longo de toda a vida.
O seu testemunho de vida, querida Irmã, não vai apagar-se facilmente da nossa memória. Goze da felicidade que o Deus Vivo lhe preparou e não se esqueça dos seus queridos familiares que muito a amavam e por quem era amada e esperam a sua intercessão junto de Deus. Para nós, que continuamos o nosso peregrinar sobre a Terra, pedimos a graça da fidelidade ao dom de nós mesmas ao Senhor muito particularmente pela Consagração Religiosa.
Com gratidão fraterna lhe dizemos: ATÉ UM DIA, EM DEUS!

As Irmãs da Comunidade de Camarate

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Irmã Maria Natália Marques Nunes

18-10-1937 | 23-4-2015

A Irmã Maria Natália Marques Nunes nasceu a 18 de Outubro de 1937 na Freguesia de Campo, Concelho de Viseu, Distrito de Viseu.
Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 11 de Outubro de 1955, em Santa Cristina do Couto, onde fez o Noviciado. Fez os primeiros votos - Profissão Temporária - em 21 de Maio de 1958 e a Profissão Perpétua a 22 de Agosto de 1961. Exerceu enfermagem em Vouzela, Fafe, Aveiro, Setúbal, Hospital de Santa Maria e Albergaria-a-Velha onde em 1990 acumulava com a missão de Superiora da fraternidade.
A sua passagem por Albergaria-a-Velha foi um tempo muito marcante para a sua vida e para os que com ela viveram e conviveram de perto, sobretudo os mais desprotegidos da sociedade. Que o digam sobretudo os muitos que vinham às dependências do Hospital para aí receberem talvez a única refeição do seu dia. Deixar estes, para quem havia a consciência de ser nesse tempo um amparo vital, foi sacrifício demasiado doloroso para a sua alma. Mas, como a graça tudo opera naqueles que lhe deixam campo para a sua ação, a Irmã Maria Natália Marques Nunes a 25 de Junho de 2001 deu entrada nesta comunidade de Gondomar onde exerceu Enfermagem e desempenhou a função de Rececionista.
A alegria e a jovialidade de espírito foram uma constante na nossa Irmã Maria Natália. Recordamos com saudade o seu entusiasmo e empenho na participação que deu, nesta comunidade, para a recuperação de canções tradicionais cantadas nos seus tempos de juventude.
Esta alegria e entusiasmo estiveram sempre presentes em tudo o que fazia sobrepondo-se com tenacidade às muitas fragilidades físicas da sua natureza humana que se ia encarregando de alertar que o percurso para o além se ia fazendo lenta, mas progressivamente.
A nossa Irmã Maria Natália amava a vida, gostava de viver. Parecia-nos vê-la fixa no aquém, mas o Senhor da Vida, a Quem se entregou consciente e totalmente pela consagração religiosa, tinha o Seu olhar sobre ela, e, amando-a, estava a atraí-la silenciosamente. E queremos provas do que afirmamos? Olhemos a serenidade e naturalidade com que nos deixou. Nem às pessoas, que dela tratavam nestes dois últimos dias de vida, deixou entrever que estava prestes a partir. Foi-se silenciosamente, como respondendo a alguém que a chamava para a participação da felicidade eterna.   
Este testemunho de vida da nossa querida Irmã, não vai apagar-se facilmente da nossa memória. Goze da felicidade que o Deus Vivo lhe preparou e, com determinação, lhe pedimos: não se esqueça dos seus queridos familiares que esperam a sua intercessão junto de Deus, e de nós que continuamos o nosso peregrinar sobre a Terra.
Com gratidão fraterna lhe dizemos: ATÉ UM DIA, EM DEUS!

As Irmãs da Comunidade de Gondomar

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Irmã Deolinda Maria

22-2-1919 | 28-2-2015

Irmã Deolinda Maria (Nome de Batismo: Albina Vieira Mendes de Castro), nasceu a 22/02/1919 em Golães - Fafe, de uma família muito numerosa e profundamente cristã.

Entrou na vida religiosa nas Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 25/02/1946 em Santa Cristina do Couto - Santo Tirso. Esteve em missão em várias comunidades: Centro de Bem-Estar, Colégio Luso-Francês, Hospital de Santa Maria no Porto; Casa do Cruzeiro - Airó; Lar Dr. Paulo Borba - Setúbal; Lar N. Sra das Vitórias em Lisboa; Lar Nossa Senhora do Amparo - Ponte de Sôr onde foi fundadora da comunidade; Lar da Misericórdia em Fafe.

Foi uma religiosa exemplar pela sua dedicação aos mais desfavorecidos, uma Irmã de bom coração sempre bem disposta, sempre unida a Deus pela oração, pelo silêncio e vida interior. 

A sua alegria eram as flores, sempre que a procurávamos era no jardim que a encontrávamos. Durante muitos anos se dedicou aos utentes na Santa Casa da Misericórdia de Fafe, aí foi muito querida por todos. Aos 93 anos pediu para ir para a Casa do Cruzeiro em Airó, aí dedicou-se à oração mais intensa e profunda. Na doença mostrava-se feliz e conformada com a vontade de Deus. 

Gostava muito da sua família, sempre que estes a visitavam ficava muito feliz, não esquecendo os seus amigos que recordava com saudade.

Deus chamou-a à Sua casa onde acreditamos que está na Sua companhia a 28/2/2015 pelas 8 horas da manhã, aos 96 anos de idade e 69 anos de vida religiosa.

Deus a nossa esperança e fortaleza, nos anime a continuarmos nesta terra a caminhar guiados pelo Seu amor.

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Irmã Caridade da Fonseca e Matos

2-5-1928 | 12-8-2014

A Irmã Caridade da Fonseca e Matos, nasceu em Pardilhó, Estarreja, a 2 de Maio de 1928.

Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 13 de Novembro de 1947, em Santa Cristina do Couto, onde fez a sua Profissão Temporária em 28 de Junho de 1950.

Fez Profissão Perpétua a 25 de Agosto de 1953, em Lourenço Marques, hoje Maputo – Moçambique – para onde partiu, a seu pedido, em 1952.

Trabalhou em diversas missões com destaque para S. Paulo – sua primeira Missão – Macia e Manga em S. Benedito - Beira. Deixou gratas recordações de grande dedicação ao ensino missionário no hoje designado primeiro Ciclo do Ensino Básico.

Em 1974 regressou a Portugal onde foi colocada em missão na Quinta da Azenha, Gondomar, Colégio Luso-Francês e Hospital de Santa Maria.

Em 1977, a seu pedido, partiu para o Brasil onde veio a trabalhar com grande dedicação num serviço social em favor dos mais desfavorecidos. Em Itabaiana trabalhou 4 anos na formação de noivos e grupos juvenis. Em Rio das Pedras, dedicou-se a visitar famílias necessitadas para cujos idosos conseguiu reformas, e registo para crianças nesse tempo ainda sem registo. Conseguiu também donativos para restaurar a Igrejinha de S. Francisco no povoado do Gandú.

De Rio das Pedras seguiu para a comunidade de S. Cristóvão. Aí se dedicou à formação da pastoral de idosos e à restauração de duas igrejas:  “A igreja de Nossa Senhora do Amparo - ”Património Nacional” - e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, naquela altura abandonadas.

No povoado de Faloque, muito pobre, conseguiu construir um Centro Social com a ajuda do estado e para o povo obteve algumas regalias: água potável, luz, uma estrada e transportes. Hoje o centro é apelidado: “ CENTRO FAMILIAR IRMÃ CARIDADE DA FONSECA MATOS”.

De regresso a S. Cristóvão dedicou-se ao trabalho pastoral, com idosos: Adoração do Santíssimo, às quintas-feiras; aos sábados a recitação do ofício de Nossa Senhora, com os velhinhos. Todos os sábados reunia, na Igreja de Nossa senhora do Rosário, a Renovação Carismática.

Como as forças iam decaindo, regressou a Portugal em Março de 2010, para a comunidade da Quinta da Azenha, em Gondomar.

A Irmã Caridade da Fonseca e Matos viveu servindo. E, já nos últimos tempos de vida, em que as forças físicas iam diminuindo, o seu espírito esteve sempre ativo e as suas mãos – mãos de fada para corte, costura e bordados – manejaram a agulha em trabalhos que ia distribuindo, a título de reconhecimento por serviços recebidos, a uns e outros que a rodeavam.

Depois de uma doença prolongada que viveu com plena aceitação, apagou-se em total tranquilidade e paz de quem chega ao fim da carreira, a 12 de Agosto de 2014. À Irmã Caridade da Fonseca e Matos não resistimos a aplicar as palavras de São Paulo em Atos 20,20:” a meus olhos, a vida não tem valor algum; basta-me poder concluir a minha carreira e cumprir a missão que recebi do Senhor Jesus, dando testemunho do Evangelho da graça de Deus.”

Querida Irmã Caridade, obrigada pela vida que connosco viveu. Juntas fomo-nos lembrando quotidianamente o ideal de vida que um dia abraçámos para darmos realização ao chamamento de especial consagração recebido por pura graça de Deus. Ajude-nos a não o esquecermos e a querermos partilhá-lo em gestos de doação e amor àqueles e aquelas a quem somos enviadas. Peça ao Senhor da Messe que nos mande reforço em vocações, pois sentimos cada vez mais a consciência das nossas limitações.

Com gratidão fraterna e unidas para sempre…

As suas Irmãs da Comunidade de Gondomar

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Irmã Júlia Neves

7-12-1929 | 8-6-2014

A nossa Irmã Júlia da Conceição Neves, da Fraternidade de Airó, Barcelos, partiu para a Casa do Pai no dia 8 de Junho de 2014, com 84 ½  anos de idade e 69 ½ anos de Vida Religiosa. 

A irmã Maria Júlia da Conceição Neves, era natural do Sobral da Granja, desta freguesia de Santa Catarina da Serra, onde nasceu a 7 de dezembro de 1929, filha de António Pereira e Maria José Neves. Deste lar cristão, seguiram a vida religiosa 4 filhas, 3 das quais já falecidas : A Maria da Conceição Neves, Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição, falecida na Cruz d’Areia. Leiria e que se encontra sepultada na campa dos seus pais no cemitério de Santa Catarina da Serra ; Matilde das Neves, falecida e sepultada no Porto e agora Julia da Conceição Neves, Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, falecida e sepultada em Airó, Barcelos. A Irmã Maria do Rosário Neves, Franciscana Missionário de Nossa Senhora, a mais nova das 4, encontra-se na fraternidade Gondomar.

Entregues ao serviço de Deus e do próximo exerceram várias funções na sua vida de consagradas e de Missionárias. A Irmã Júlia dedicou grande parte da sua juventude às missões em Moçambique, cerca de 30 anos. Daí passou, mais de uma dezena de anos, ao serviço e apoio aos imigrantes na Alemanha. Regressada a Portugal sempre pronta e disponível serviu onde lhe era solicitado. Nos últimos anos passados na comunidade de Airó, Barcelos, visitava os doentes e idosos da aldeia, confortava e rezava. Solícita para com todos, para cada um tinha uma palavra de estímulo e consolo. Na doença mostava-se feliz e conformada com a vontade de Deus. Dizia muitas vezes :« Estou bem, estou nas mãos de Deus, que mais quero» ? Um pouco recuperada de doença grave, fazia planos para este verão,na nossa terra, passar uns dias junto da família. Deus chamou-a à sua casa, onde, acreditamos, goza da plenitude de Deus. Sempre muito interessada por quanto se passava na nossa Paróquia, estamos certos que temos mais uma intercessora junto de Deus a velar pelas nossas famílias, jovens, crianças e idosos e dum modo especial pelo nosso Pároco, pastor de tão vasto rebanho.

« Louvai e bendizei o Meu Senhor. Dai-lhe graças e servi-O com grande humildade ». (S. Francisco de Assis)

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Irmã Aurora Pereira do Vale

16-9-1935 | 11-12-2013

A Irmã Aurora Pereira do Vale nasceu na freguesia do Campo de Madalena, Viseu, entrou no Noviciado em 17 de Abril de 1952 em Santa Cristina do Couto, Santo Tirso; fez a Profissão Temporária em 19 de novembro de 1954 e a Profissão Perpétua em 19 de Novembro de 1957.

Ao longo da sua vida, trabalhou em vários hospitais onde exerceu enfermagem e acumulando funções de Superiora da Comunidades.

Após a sua aposentação, com a mesma disponibilidade, dedicou-se de alma e coração a utentes nos Lares de idosos: lar de Nossa Senhora da Vitória na Graça, lisboa e Lar de Nossa senhora das Graças em camarate, Sacavém.

Em Outubro de 2008, deu entrada no Hospital de Santa Maria assumindo o cargo de Superiora da comunidade.

Foi presidente do Voluntariado da pastoral da saúde no Hospital  fazendo parte dele, preocupando-se sempre com o acompanhamento e formação dos seus membros.

Destacamos na vida da irmã Aurora :

  • A sua intimidade com Deus na oração, (mulher de oração);
  • Uma vida espiritual profunda;
  • Amor à Congregação;
  • Preocupação para manter a unidade e comunhão;
  • Sempre pronta a perdoar;
  • Caridosa para com todos;
  • Acolhedora;
  • Capacidadde de escuta;
  • Gosto para servir e dar prazer.

Querida irmã Aurora, sentimos saudades sim, a sua memória ficará sempre gravada em nossos coraçõoes, mas afastamos de nós a tristeza, porque queremos preencher o vazio que sentimos com gestos de amor. Porque só o amor é capaz de vencer. Só o amor  quebra todas as barreiras. Só o amor cura as nossas feridas, por isso pedimos que junto do Pai interceda por nós e por todos aqueles que fazem  parte da sua família, da comunidade hospitalar que a recordam com muita saudade. O amor leva-nos a crer que não importam as perdas que a vida nos impõe, mas impele-nos que continuemos a testemunhar o legado que nos deixou.

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Irmã Maria da Penha

5-10-1918 | 27-11-2013

A nossa muito querida Irmã Maria da Penha  deixou-nos no dia 27 de novembro de 2013, foi para a nova morada, a casa do Pai do Céu.

A Irmã Maria da Penha (nome de baptismo: Rosária Marques) nasceu, a 5 de Outubro de 1918 e deu entrada na Congregação das FMNS em 26 de Abril de 1937, fez os votos temporários em 21 de Novembro de 1939 e votos perpétuos em 25 de novembro de 1942.

Trabalhou no Colégio Luso-Francês, Setúbal, Lapa, Gondomar, Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria, D. Maria e Sacavém, onde o Senhor Jesus a veio chamar para junto do Pai Eterno.

A sua missão de cozinheira só terminou quando as suas forças físicas a impediram de trabalhar. Gostava de dar prazer às irmãs surpreendendo-as com miminhos. Gostaríamos de salientar a sua serenidade, espírito de sacrifício, oração, humildade, e cumpridora dos deveres comunitários.

 A sua Paz e Alegria eram contagiantes. Deixa-nos um grande testemunho de bondade, delicadeza, humildade e desprendimentos dos bens terrenos.

Sentimo-nos muito gratas, pelo testemunho de vida, expressado na bondade, delicadeza e acolhimento a todos sem exceção.

 Querida Irmã Maria da Penha, que o seu viver em Fraternidade seja para cada uma de nós, o testemunho sensível, que nos ajude neste peregrinar em direção à Pátria eterna, pedindo-lhe que junto de Deus interceda por nós, pela nossa Congregação para que cresça em santidade e graça.

 

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Irmã Margarida Pires da Conceição

17-8-1921 | 27-7-2013

A Irmã Margarida Pires da Conceição, nasceu na Freguesia de Pinheiro de Bemposta, Concelho de Oliveira de Azeméis, Distrito de Aveiro.

Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 13 de Outubro de 1947, em Santa Cristina do Couto, onde fez o Noviciado. Fez os primeiros votos - Profissão Temporária - em 28 de junho de 1950 e a Profissão Perpétua no dia 21 de novembro de 1953.

A Irmã Margarida Pires da Conceição esteve sempre ao serviço dos nossos irmãos mais idosos em lares de 3.ª idade. Como Franciscana seguiu Jesus ao jeito de Francisco de Assis. O seu coração encontrava-se focado nas pessoas débeis e frágeis, mas ricas em sabedoria. A Irmã Margarida trabalhou em Aveiro, Fafe, Asilo do Dr. Paulo Borba, lar da Graça - Lisboa, Alcochete, Hospício na Rua do Crucifixo - Lisboa, Lar de Santa Cruz - Braga e Ponte de Sor; não se poupava a esforços e o seu lema era servir os mais frágeis e doentes. Nos lares onde trabalhou dinamizava com alegria e entusiasmo a liturgia diária.

Já de saúde bastante debilitada é acolhida na comunidade de Gondomar no dia 26 de janeiro de 2007. Ao longo destes anos ajudou nos trabalhos domésticos, sobretudo, na preparação dos legumes para as refeições. No recolhimento do seu quarto as suas mãos de fada transformavam os novelos de linhas em lindos trabalhos de renda e croché que irão perpetuar a sua memória no tempo. A Irmã Margarida deu-nos o exemplo de autêntica franciscana vivido na simplicidade, na ajuda discreta, na humildade e na amabilidade. Alma de paz espalhava-a à sua volta com grande naturalidade de vida.

Bem-aventurados os mansos, os artesãos da arte e da beleza de Deus porque deles é o Reino dos Céus. Partiu para a casa do Pai e nela entrou em paz e pelas mãos amorosas de Maria. Assim como viveu, assim partiu: tranquilidade, serenidade, paz foram as suas companheiras na passagem para o Além.

 

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Irmã Maria Constância

3-7-1914 | 8-7-2013

A Irmã Maria Constança, (nome de baptismo: Quitéria Brígida Roda) nasceu em Pousos, Leiria. Entrou na Congregação em 16 de Setembro de 1933, fez a Profissão Temporária em 25 de Novembro de 1935 e a Profissão Perpétua em 18 de Novembro de 1938.

Fez o Noviciado em Tuy – Espanha e os Votos Perpétuos em Santa Cristina do Couto, Santo Tirso.

Numa total disponibilidade, foi enviada em missão, para Santa Cristina do Couto, S. Dinis, Colégio Luso-francês, Alcácer do Sal e finalmente Hospital de Santa Maria, desde 6 de Outubro de 1942. Ocupando-se sempre de trabalhos domésticos.

A Irmã Maria Constança, era muito piedosa e de grande fervor na Oração. De manhã, era sempre a primeira a chegar à Capela.

 Da muita virtude que possuía a mais reconhecida nesta Irmã, era a caridade para com todos. Onde não chegava com a prestação dos seus serviços, chegava com a oração. Ninguém ficava esquecido.

Dedicava uma grande atenção às Irmãs da Comunidade, para que nada lhes faltasse. Se uma Irmã chegava atrasada ao refeitório lá estava a Irmã Constança à sua espera para que se alimentasse bem e se havia pouco apetite, aparecia sempre um miminho para não ficar sem se alimentar.

Ensinava as Irmãs e Auxiliares com grande mestria a trabalhar com perfeição e enquanto ensinava, aproveitava para dar os seus bons conselhos. Sempre actualizada nas notícias de todo o mundo e no seu íntimo entregava as intenções de toda a humanidade ao Senhor.

Pelos anos 90, uma nova missão esperava a Irmã Constança, passou a viver a cruz do sofrimento. A sua saúde cada vez mais débil, foi ficando gradualmente dependente até que acamou definitivamente no seu leito onde permaneceu longos anos. Mesmo no seu leito, a Irmã Constança, enquanto podia, de terço na mão, rezava por todos sem cessar; preocupada com o bem do Hospital, dedicava um tempo de Oração diária, às suas necessidades.

Internada no Pavilhão de S. Francisco vários anos, era tratada com muito carinho e esmero, pelos Médicos, Enfermeiras e Auxiliares; gostavam muito de a mimar e nunca deixavam faltar na sua mesa-de-cabeceira, a sua guloseima preferida - o chocolate. O seu sorriso bonito encantava a todos e era uma alegria quando ouviam a Irmã Constança pronunciar as suas raras palavras. 

Louvamos o Senhor, pelo dom da vida da nossa Irmã Constança à Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora e mais concretamente à nossa comunidade e Hospital de Santa Maria.

Querida Irmã Constança, obrigada pela sua entrega ao Senhor e pelo testemunho de vida que nos comunicou; a sua memória estará sempre presente em todos nós. Agora, na paz e na alegria eterna, junto de Deus, interceda pela sua e nossa Congregação, pelo Hospital de Santa Maria e pelos seus familiares e amigos.

 

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Irmã Maria dos Anjos Lima

24-5-1946 | 17-6-2013

A Irmã Maria dos Anjos Lima, Maria de Lurdes Pires de Lima pela certidão de batismo, nasceu na Freguesia de Teixeiró, Concelho de Baião, Distrito do Porto.

Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora a 24 de Maio de 1946, em Santa Cristina do Couto onde fez o Noviciado. Fez os primeiros votos - Profissão Temporária - em 21 de Novembro de 1948. Partiu, em seguida, para a Argentina e aí fez a Profissão Perpétua, em 11 de Fevereiro de 1952, no Colégio do Rosário onde se dedicou à educação.

Regressou a Portugal em 1959 e foi colocada no Colégio de São Dinis, hoje Centro de Bem-Estar Infantil e Juvenil, e mais tarde no Colégio Luso-Francês donde passou para o Hospital de Santa Maria, no Porto. Encontrava-se em Gondomar, no Externato de Santa Margarida desde 1990 onde foi responsável da Secretaria bastantes anos. Foi desta Comunidade de Gondomar que o Senhor a chamou para junto de si.

Se largos anos da vida da nossa Irmã Maria dos Anjos Lima foram passados em serviços administrativos, o seu coração encontrava-se focado não prioritariamente em papéis que os seus dedos manuseavam, mas sobre os rostos, as pessoas que a ela vinham e, por vezes, com que problemas!... De todos quantos a ela vinham, particularmente os ligados a estes dois ramos: educação e saúde, era o rosto da pessoa humana que aparecia prioritário para a Irmã Maria dos Anjos Lima. O seu lema era servir e fazia-o sem acessão de pessoas. Porém, tendo optado por seguir a Jesus Cristo como franciscana, o seu olhar recaía espontaneamente sobre aqueles que mais precisavam da ajuda de alguém. E a Irmã Maria dos Anjos não se poupava a esforços para tentar soluções para os problemas mais variados. Se a palavra fosse dada aos que com ela conviveram, estamos certas que não faltariam vozes a confirmar esta preferência pelos mais necessitados, e necessitado é todo aquele que se vê em meio de dificuldade.

Este jeito de servir e acolher o outro era traço forte na Irmã Maria dos Anjos. Já de saúde bastante debilitada e incapaz de prestar serviços administrativos aí estava ela de sorriso acolhedor a receber todos quantos vinham a esta Casa das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora em Gondomar.

Bem-aventurados os pacíficos, os artesãos de paz porque deles é o reino dos Céus – diz o Senhor Jesus. Pois cremos firmemente que a nossa Irmã mereceu este Reino e nele entrou com a paz que a acompanhou até ao último momento da sua vida. Assim como viveu, assim partiu: tranquilidade, serenidade, paz foram as suas companheiras na passagem para o Além.

 

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Irmã Maria Vitória do Rosário

25-5-1930 | 2-2-2013

A nossa Irmã vivia na comunidade de Gondomar e veio a falecer no Hospital de Santa Maria - Porto.

Nasceu na aldeia de Caxieira, freguesia dos Pousos onde foi batizada e crismada. Mais tarde esta paróquia foi desmembrada e foi criada a paróquia de Santa Eufémia onde ficou a pertencer, concelho, diocese e distrito de Leiria. Foi batizada a 9 de Junho do ano em que nasceu – 1930 – e recebeu o nome de Ermelinda. Os seus pais – Manuel José Rodrigues e Vitória Pereira Faria – eram profundamente cristãos e procuravam educar os 7 filhos que Deus lhes deu (sendo ela a mais nova) na Fé Cristã. Assim, recebeu os sacramentos de iniciação cristã muito nova.

Na sua adolescência e juventude continuou a sua formação cristã no movimento da Ação Católica e outros. Sentia-se atraída pela ação missionária. Costumava dizer que sentiu primeiro vocação missionária do que religiosa. Sempre afirmou: «Sou Religiosa porque sou Missionária e não Missionária porque sou Religiosa

Aos 14 anos foi acometida por uma febre tifoide. Na paróquia, os que foram atingidos com a mesma doença, todos morreram. Ficou apenas ela, graça que se deve (segundo o Padre Reis, Pároco na altura) à oração das Carmelitas de Fátima a quem ele a tinha recomendado para que mais tarde o pudesse ajudar nos trabalhos da paróquia. Por isso não aceitou de bom grado a sua partida para a vida religiosa.

Aos 15 anos fez o seu primeiro retiro começando o discernimento da sua vocação. Não punha de fora a hipótese de casamento mas não se sentia atraída…

Aos 19 anos, num outro retiro que fez, pediu a um sacerdote para a ajudar na escolha do caminho a seguir. Por sinal ele era grande amigo das Franciscanas de Calais – Padre Lopes.

Aos 20 anos fez voto de Castidade nas mãos do mesmo sacerdote.

Durante estes anos alimentou a ideia de se fazer missionária leiga, mas o mesmo sacerdote aconselhou-a dizendo que não seria o melhor. Ser Missionária dentro de uma Congregação Religiosa seria muito mais seguro para uma jovem. Foi por isso que escolheu uma Congregação Missionária juntando ao pedido de entrada o de missionária o que pela graça de Deus foi aceite.

Seus pais nunca se opuseram à sua decisão embora lhes custasse em virtude de ser a mais nova – esperança da sua velhice.

Aos 21 anos, em 8 de Agosto de 1951, deu entrada no Noviciado em Santa Cristina do Couto (Santo Tirso) e tomou hábito a 7 de Fevereiro de 1952.

No 2º Ano de Noviciado tirou o curso de enfermagem, a 11 de Fevereiro de 1954 fez a Profissão Temporária e a 11 de Novembro embarcou para Moçambique onde chegou a 4 de Dezembro do mesmo ano. Foi colocada na então nossa Comunidade do Bairro Indígena, um dos bairros mais pobres dos subúrbios de Lourenço Marques.

Após a chegada, logo no dia 5 começou a trabalhar num dispensário de puericultura confiado às Irmãs, trabalho de que gostou muito. Foram milhares de crianças que passaram por ela e que teve a alegria de ver crescer. Nesse mesmo Bairro, hoje paróquia de S. Joaquim, fez os votos perpétuos, no dia 11 de Fevereiro de 1957. Foi um dia cheio de calor humano manifestado por aquele povo da paróquia e alunos das escolas da Missão.

Em Agosto de 1963 foi-lhe pedido o serviço de responsável de Comunidade. Eram 13 Irmãs nessa altura.

Em 1966 um grande ciclone (Claude) caiu sobre Lourenço Marques. A casa das Irmãs, todas as estruturas da paróquia e o Bairro ficaram inundadas. Foram as Irmãs retiradas da casa pela tropa de engenharia, em barquinhos de borracha, e acolhidas pelas Missionárias de Maria na Munhuana.

As Irmãs trabalharam em condições muito precárias porque tiveram de improvisar locais pouco favoráveis, mas nenhuma Irmã abandonou o seu posto. Quando as águas baixaram e a casa foi reabilitada, as Irmãs regressaram à normalidade.

Ali ficou até 1967, ano em que abriu a nova comunidade na Missão de Mavila – diocese de Inhambane. Trabalho fascinante, verdadeiramente missionário, onde ficou até 1974. Veio depois para a paróquia do Aeroporto, em Lourenço Marques, voltando ao trabalho com as crianças no Dispensário.

Neste mesmo ano de 1974 dá-se a revolução do 25 de Abril. Com os confrontos das tropas portuguesas e da Frelimo, tiveram que se retirar para a nossa casa na Rua de Coimbra, um pouco mais no centro da cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo.

Muitas Irmãs não aguentaram as exigências da revolução e decidiram vir para Portugal. De 13 Comunidades que tinha a Região (já formávamos uma Região) ficaram apenas três. Maputo tinha 3 Irmãs portuguesas; Beira 2 portuguesas e duas nativas; Amatongas 1 portuguesa e duas nativas.

A Irmã Maria Vitória do Rosário, que sempre se tinha sentido como o peixe na água, iniciou uma vida mais dura. Ninguém obrigou ninguém a ficar. A Madre Geral (Mère Maria Alice) deu-lhes liberdade de opção.

Com a graça de Deus, mesmo correndo muitos riscos, nunca abandonou o local de trabalho. A insegurança era o maior dos riscos. Precisava de medir muito bem as palavras, quer políticas quer religiosas.

Experimentou a guerra bem perto e a carência de tudo. Comer pão era “luxo” nessa altura. Foram 3 meses sem migalha!... Quem conseguisse algum, partilhava com o vizinho…

Para a Irmã Maria Vitória, o mais doloroso era ver morrer a seus pés crianças com fome. Quanto sofrimento ouvir pedir pão a uma criança e nem ter migalha para dar! Só a promessa do Senhor “Estarei convosco até ao fim” lhes dava forças para prosseguir. «Não faltavam momentos de dúvidas, mas o povo simples dava-nos lições de confiança, sempre preocupados para que os não deixássemos sós» - partilhava a Irmã Maria Vitória, quando se referia a esses tempos passados da sua vida em Moçambique.

Assim se passaram quase 20 anos, mas novos dias vieram e teve a alegria de ver a “mudança”. Hoje Moçambique prospera e acreditamos que melhorará cada vez mais.

Nessa grande e, para ela, querida terra, pôde permanecer 54 anos, e no seu coração ficou sempre a melhor gratidão pelo muito que aprendeu daquele Bom Povo. Regressou a Portugal no dia 29 de Janeiro de 2009, mas jamais pode esquecer a Missão em Moçambique.

Integrada na Comunidade de Gondomar, trabalhou, enquanto as suas forças o permitiram, no atendimento às pessoas, na portaria e no telefone.

Após o Natal de 2012, devido ao seu estado de fraqueza e debilidade física, deu entrada no nosso Hospital de Santa Maria, no Porto, onde lhe foram ministrados com esmerado profissionalismo e calor humano, todos os cuidados que o seu estado de saúde requeria. 

Rogamos ao Senhor da Vida que a tenha recebido no seu Reino para o gozo pleno e eterno da presença do Seu Deus AMOR.                                                                      

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Irmã Ilda Celeste Pinto

3-3-1925 | 27-5-2013

A Irmã Ilda Celeste Pinto, em religião Amélia de Santa Maria nasceu  em Frende, Freguesia e Concelho de Baião, distrito do Porto.

Entrou na Congregação das Franciscanas Missionárias da Nossa Senhora a 20 de Novembro de 1947, em Santa Cristina do Couto onde fez o Noviciado. Fez os primeros votos, Profissão temporaria, em 28 de Junho de 1950.

Após a Profissão Temporária partiu para França onde fez a Profissão Perpetua, em 25 de Agosto de 1953.

Regressou definitivamente a Portugal em 1995 e foi colocada na Comunidade do Aspirantado, onde permaneceu até 1996, posteriormente passou para a comunidade de Gondomar donde o Senhor a chamou para junto de si.

Se nos tivesse sido dado conhecer a nossa Irmã apenas durante os últimos anos de vida, nesta comunidade de Gondomar, estes seriam suficientes para lhe expressarmos a nossa sincera gratidão pelo exemplo de autêntica franciscana vivido na simplicidade do seu ser e agir, na sua humildade, amabilidade. Alma de paz espalhava-a à sua volta com grande naturalidade de vida. O queixume não encontrou expressão na sua boca e sabemos que a sua saúde, bem fragilizada nos últimos anos, lhe daria motivos de sobra para ele, se essa tivesse sido a sua opção. Mas não. Preferiu guardar o sofrimento e trocá-lo para o exterior pelo sorriso da serenidade e da paz.

Muito temos a agradecer à nossa Irmã Ilda Celeste pela sua dedicação e carinho com que se desempenhava na missão que a obediência religiosa lhe foi confiando. Dos anos vividos em Gondomar puderam testemunhar os nossos olhos e dos vividos em França que o digam os nossos ouvidos : a eles chegaram não poucos testemunhos de quem com ela viveu e dos quais registamos, nesta hora, apenas um : para prenecher o seu lugar no posto que ocupava, uma só pessoa não foi suficiente.

Cremos firmemente que, nesta hora, já a coroa da recompensa, pela corrida no estádio de vida, lhe foi atribuida e, junto de deus, temos mais uma presença fraterna e amiga a lembrar-nos e a todos os seus queridos familiares ao Pai que a recebeu com Amor e por todos nós espera.

Fica em Paz goza-a em plenitude, querida Irmã Ilda.

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